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4 purusharthas para você encontrar o seu verdadeiro propósito de vida

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Purusharthas

A maioria das pessoas almeja os propósitos da vida, também chamados de purusharthas. São eles:

DharmaSeguir o caminho da justiça, nosso objetivo de vida.
ArthaTer riqueza, prosperidade.
KamaCumprir nosso desejo, ter felicidade.
MokshaAlcançar a libertação espiritual.

Nós devemos fazer essas quatro coisas para alcançar nosso propósito de vida, porém, é preciso nos concentrar em ter uma vida longa e saudável. E o Ayurveda está ai para isso!

O Ayurveda ensina como alcançar esse propósito, mas é preciso que nós tenhamos uma das qualidades mais importantes: a obediência (vidheya).

Pergunte a si mesmo agora: ‘Eu estou vivendo de forma a apoiar meu crescimento espiritual?‘.

Se sua resposta foi sim, você está no caminho de viver de acordo com os purusharthas.

Dharma

O primeiro é o dharma.

Dharma tem a ver com a verdade, o modo certo de viver. No nível individual, significa seu verdadeiro objetivo de vida, quem você realmente é.

Como tem a ver com justiça, dharma coloca você no caminho correto para fazer a coisa certa, ser útil aos outros.

Dharma é o primeiro purusarthas, porque sem ele, artha e kama poderiam se tornar autodestrutivos.

Sem esse senso de justiça, dinheiro e desejo não se equilibram. Porém, artha e kama equilibrados, ajudam a traçar o caminho de moksha, ou seja, o caminho da salvação.

Para definir seu dharma, pergunte-se:

  • Porque estou aqui?
  • Qual o meu objetivo de vida verdadeiro?
  • Eu faço realmente o que eu amo?

Artha

O segundo é o artha.

Artha não quer dizer sobre você ficar rico, quer dizer você ter riqueza. É a sua segurança de ter um conforto material para viver com mais facilidade no mundo.

Ser um ser espiritual não significa ser pobre, mas com certeza não significa ser ganancioso. Você não precisa rejeitar o mundo, mas não tem porquê querer o mundo inteiro para você.

Você precisa estar contente com as coisas que possui, sem exageros.

E as necessidades variam de pessoa para pessoa. A riqueza para uns pode ser apenas os bens materiais e para outros ser amor, carreira, amizades, saúde e prosperidade.

Ter artha é a base para dharma e kama. Não deixe que sua riqueza e prosperidade viole seu dharma e sua jornada em direção a moksha.

Para defini-lo, pergunte-se:

  • O que eu preciso?
  • Qual é a minha verdadeira riqueza?
  • Eu tenho o que me faz alegre e feliz?

Kama

O terceiro é o kama.

O desejo aqui significa ter uma vida prazerosa. Uma vida sem prazer, sem essa chama de vida, é uma vida vazia.

O prazer está relacionado a tudo que é bom, seja belo, afetivo, bondoso e muito mais onde as palavras não conseguem mais definir e que levam você a seu propósito (dharma) com um sorriso largo no rosto.

Esse prazer em fazer as coisas é kama. E é importante que esse prazer esteja alinhado com seu propósito de vida para que você consiga a sua riqueza maior.

Para fazer qualquer coisa – trabalho, vida pessoal, vida conjugal etc. – com prazer é preciso estar presente e consciente do que está fazendo.

O prazer é uma experiência sensorial. Na cozinha, por exemplo, ao fazer a comida, não basta só você ter os ingredientes e saber a receita. É preciso sentir os cheiros, os sabores, ver a transformação do alimento, sentir a textura dele nas mãos. Isso sim, o sentir, é que é prazeroso!

Para defini-lo, pergunte-se:

  • O que você quer?
  • Eu sigo o meu verdadeiro desejo?
  • Eu faço minhas coisas com paixão?

Moksha

O quarto é o moksha.

Quando vivemos fazendo a coisa certa (dharma), com a nossa riqueza verdadeira (artha) e com paixão pelo que fazemos (kama), moksha surge espontaneamente.

Moksha pode ser visto como salvação, mas eu particularmente prefiro defini-lo como libertação.

É como se nos libertássemos de tudo e nos manteássemos equânimes, ou seja, sem reagir, sem ter avidez e sem aversão a nada. É um estágio de autorrealização, autoconhecimento e autodisciplina profundo.

Moksha é a sua verdadeira natureza, quem você realmente é.

Você acaba chegando num estágio onde não reage se alguém fizer algo que você não gosta, você não espera elogios porque você sabe que está fazendo o que deve ser feito, não prejudica os outros ou qualquer forma de vida, fica bem sozinho tanto quanto está com outras pessoas, é uma pessoa mais simples, mais humilde, mais paciente, mais amável.

Para defini-lo, pergunte-se:

  • Quem sou eu?
  • Eu me sinto cada vez mais equânime?
  • Eu consigo não reagir a ações externas?

Conclusão

Cada purushartha é buscado pelo homem em suas diferentes etapas de evolução. Por isso, o último, moksha, é a busca espiritual, quando estamos mais maduros para ‘prestar atenção’ e seguir esse caminho.

Quando levamos uma vida sem propósito, ou esbanjamos muito nossas riquezas, ou até mesmo abusando dos prazeres da vida, levaremos mais tempo para atingir moksha. Muitos sequer atingem.

Segundo o Bhagavad gita, existe ainda um quinto purushartha chamado de prâpti. Prâpti é o mais alto logro, ou o mais alto estado de Consciência alcançável, permanente, eterno, que só é conseguido quando as etapas anteriores já foram transcendidas.

Busque sua verdadeira essência para não ter só mudanças. Busque sua verdadeira essência para ter transformações verdadeiras.

Fonte: Astanga Hrdayam / Charaka Samhita

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